| |
Nanã Buruquê
Nanã Buruquê
Nanã Buruquê
|

A mais velha divindade do panteão, associada às
águas paradas, à lama dos pântanos, ao lodo do fundo dos
rios e dos mares. O único Orixá que não reconheceu a soberania
de Ogum por ser o dono dos metais. É tanto reverenciada como sendo a
divindade da vida, como da morte. Seu símbolo é o Íbíri
- um feixe de ramos de folha de palmeira com a ponta curvada e enfeitado com
búzios. Nana é a chuva e a garoa. O banho de chuva é uma
lavagem do corpo no seu elemento, uma limpeza de grande força, uma homenagem
a este grande orixá. Nanã Buruquê representa a junção
daquilo que foi criado por Deus. Ela é o ponto de contato da terra com
as águas, a separação entre o que já existia, a
água da terra por mando de Deus, sendo portanto também sua criação
simultânea a da criação do mundo.
1. Com a junção da água e a terra surgiu o Barro.
2. O Barro com o Sopro Divino representa Movimento.
3. O Movimento adquire Estrutura.
4. Movimento e Estrutura surgiu a criação, O Homem.
Portanto, para alguns, Nanã é a Divindade Suprema que junto com
Zambi fez parte da criação, sendo ela responsável pelo
elemento Barro, que deu forma ao primeiro homem e de todos os seres viventes
da terra, e da continuação da existência humana e também
da morte, passando por uma transmutação para que se transforme
continuamente e nada se perca.
CARACTERÍSTICAS
| Cor |
Roxa ou Lilás (Em algumas casas: branco e o azul) |
| Fio de Contas |
Contas, firmas e miçangas de cristal lilás. |
| Ervas |
Manjericão Roxo, Colônia, Ipê Roxo, Folha da Quaresma, Erva de Passarinho,
Dama da Noite, Canela de velho, Salsa da Praia, Manacá.
(Em algumas casas: assa peixe, cipreste, erva macaé,
dália vermelho escura, folha de berinjela, folha de limoeiro, limoeiro,
manacá, rosa vermelho escura, tradescância) |
| Símbolo |
Chuva. |
| Pontos da Natureza |
Lagos, águas profundas, lama, cemitérios, pântanos |
| Flores |
Todas as flores roxas. |
| Essências |
Lírio, Orquídea, limão, narciso, dália. |
| Pedras |
Ametista, cacoxenita, tanzanita |
| Metal |
Latão ou Níquel |
| Saúde |
Dor de cabeça e Problemas Intestino |
| Planeta |
Lua e Mercúrio |
| Dia da Semana |
Sábado (Em algumas casas: Segunda) |
| Elemento |
Água |
| Chakra |
Frontal e Cervical |
| Saudação |
Saluba Nanã |
| Bebida |
Champanhe |
| Comidas |
Feijão Preto com Purê de Batata doce. Aberum. Mungunzá |
| Numero |
13 |
| Data Comemorativa |
26 de julho |
| Sincretismo: |
Nossa Senhora Santana |
ATRIBUIÇÕES
A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de
atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e preparando-os para uma nova "vida",
já mais equilibrada
COZINHA RITUALÍSTICAS
Canjica branca
Canjica branca cozida, leite de coco. Colocar a canjica em tigela de louça
branca, despejando mel por cima, e uvas brancas, se desejar.
Berinjela com inhame
Berinjela aferventada e cortada verticalmente em 4 partes; Inhames cozidos em
água pura, com casca, e cortados em rodelas.; Arrumados em um alguidar
vidrado, regado com mel.
Sarapatel
Lava-se miúdos de porco com água e limão. Corta-se em pedaços
pequenos e tempera-se com coentro, louro, pimenta do reino, cravos da índia,
caldo de limão e sal. Cozinha-se tudo no fogor. Quando tudo estiver macio,
junta-se sangue de porco e ferve-se. Sirve-se, acompanhado de farinha de mandioca
torrada ou arroz branco.
Paçoca de amendoim
Amendoins torrados e moídos misturados com farinha de mandioca crua,
açúcar e uma pitada de sal.
Efó
Ferve-se 1 maço bem grande de língua de vaca, espinafre ou beterraba.
Depois amassar até virar um purê; Passa-se por uma peneira e espalhe
a massa para evaporar toda a água; Depois de seca, coloca-se numa panela,
junto com azeite de dendê, camarões secos, pimenta do reino, cebola,
alho e sal. Cozinha-se com a panela tampada e em fogo baixo; É servido
com arroz branco.
Aberum
Milho torrado e pilado.
|
|