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Iansã é um Orixá feminino muito famoso no Brasil, sendo
figura das mais populares entre os mitos da Umbanda e do Candomblé em
nossa terra e também na África, onde é predominantemente
cultuada sob o nome de Oiá. É um dos Orixás do Candomblé
que mais penetrou no sincretismo da Umbanda, talvez por ser o único que
se relaciona, na liturgia mais tradicional africana, com os espíritos
dos mortos (Eguns), que têm participação ativa na Umbanda,
enquanto são afastados e pouco cultuados no Candomblé. Em termos
de sincretismo, costuma ser associada à figura católica de Santa
Bárbara. Iansã costuma ser saudada após os trovões,
não pelo raio em si (propriedade de Xangô ao qual ela costuma ter
acesso), mas principalmente porque Iansã é uma das mais apaixonadas
amantes de Xangô, e o senhor da justiça não atingiria quem
se lembrasse do nome da amada. Ao mesmo tempo, ela é a senhora do vento
e, conseqüentemente, da tempestade. Nas cerimônias da Umbanda e do
Candomblé, Iansã, ela surge quando incorporada a seus filhos,
como autêntica guerreira, brandindo sua espada, e ao mesmo tempo feliz.
Ela sabe amar, e gosta de mostrar seu amor e sua alegria contagiantes da mesma
forma desmedida com que exterioriza sua cólera. Iansã é
a primeira divindade feminina a surgir nas cerimônias de cultos do Candomblé
Deusa da espada do fogo.
CARACTERÍSTICAS
| Cor |
amarelo ou vermelho |
| Fio de Contas |
Vermelho ou amarelo |
| Ervas |
Cana do Brejo, Erva Prata, Espada de Iansã, Folha de Louro (não
serve para banho), Erva de Santa Bárbara, Folha de de Fogo, Colônia,
Mitanlea, Folha da Canela, Peregum amarelo, Catinga de Mulata, Parietária,
Para Raio (Catinga de mulata, Cordão de frade, Gerânio cor-de-rosa ou
vermelho, Açucena, Folhas de Rosa Branca)
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| Simbolo |
Raio (Eruexim -cabo de ferro ou cobre com um rabo de cavalo) |
| Pontos da Natureza |
Bambuzal |
| Flores |
Amarelas ou corais |
| Essencias |
Patchouli |
| Pedras |
Coral, Cornalina, Rubi, Granada |
| Metal |
Cobre |
| Planeta |
Lua e Jupiter |
| Dia da Semana |
Quarta-feira |
| Elemento |
Fogo |
| Chacra |
Frontal e card?aco |
| Saudação |
Eparrei Oiá |
| Bebida |
Champanhe |
| Comidas |
Acarajé (Ipetê, Bobó de Inhame) |
| Numero |
9 |
| Data Comemorativa |
4 de dezembro |
| Sincretismo |
Sta. Bárbara, Joana d'arc. |
| Qualidades |
Egunitá, Onira, Balé, Oya Biniká, Seno, Abomi, Gunán, Bagán, Kodun,
Maganbelle, Yapopo, Onisoni, Bagbure, Tope, Filiaba, Bagbure, Tope, Filiaba, Tope, Filiaba, Filiaba, Semi,
Sinsirá, Sire, Oya Funán, Fure, Guere, Guere, Toningbe, Fakarebo, De, Min, Lario, Adagangbara.
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ATRIBUIÇÕES
Uma de suas atribuições é colher os seres fora-da-Lei e,
com um de seus magnetismos, alterar todo o seu emocional, mental e consciência,
para, só então, redirecioná-lo numa outra linha de evolução,
que o aquietará e facilitará sua caminhada pela linha reta da
evolução.
COZINHA RITUALÍSTICA
Ipetê
Cozinhe inhames descascados em água pura sem sal. Frite, a seguir, os
inhames cozidos e cortados em rodelas no azeite de dendê e separe. No
próprio azeite que usou para a fritura, coloque o camarão seco
descascado e picado e salsa, de modo a fazer um "molho". Coloque os
inhames fritos num prato e regue-os com esse "molho".
Acarajé
Na véspera, ponha o feijão fradinho de molho. No dia seguinte,
ele estará bem inchado. Descasque o feijão - grão por grão
- retirando o olho preto, e passe na chapa mais fina da máquina de moer
carne. Bata bastante para que a massa fique leve, isto é, até
arrebentarem bolhas. Tempere com sal e a cebola ralada. Ponha uma frigideira
no fogo com azeite de dendê e aí frite os acarajés às
colheradas (com uma colher das de sopa), formando, assim, os bolinhos. Depois
de fritos, reserve-os e prepare o molho: soque juntos a cebola, os camarões
secos, as pimentas e o dente de alho. Depois de tudo bem socado e triturado,
refogue em uma xícara de azeite de dendê. Sirva os acarajés
abertos com o molho, tudo bem quente.
Bobó de inhame
Cozinhe os inhames com a casca e deixe-os escorrer para que fiquem bem enxutos.
Amasse-os. Ponha o azeite de dendê numa panela, junte os camarões
secos, a cebola, o alho, o gengibre, a pimenta e uma colherinha de sal. Refogue
bem. Acrescente os camarões frescos, inteiros, e refogue mais um pouco.
Junte o inhame amassado como um purê pouco a pouco, às colheradas,
mexendo sempre. Cozinhe até endurecer.
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