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Exus são espíritos que já encarnaram na terra. Estes espíritos
optaram por prosseguir sua evolução espiritual através
da prática da caridade, incorporando nos terreiros de Umbanda. São
muito amigos, quando tratados com respeito e carinho, são desconfiados
mas gostam de ser presenteados e sempre lembrados. Estes espíritos, assim
como os Preto-velhos, crianças e caboclos, são servidores dos
Orixás. Apesar das imagens de Exus, fazerem referência ao "Diabo"
medieval (herança do Sincretismo religioso), eles não devem ser
associados a prática do "Mal", pois como são servidores
dos Orixás, todos tem funções específicas e seguem
as ordens de seus "patrões". Dentre várias, duas das
principais funções dos Exus são: a abertura dos caminhos
e a proteção de terreiros e médiuns contra espíritos
perturbadores durante a gira ou obrigações.
Ele é o guardião dos caminhos, soldado dos Pretos-velhos e Caboclos,
emissário entre os homens e os Orixás, lutador contra o mau, sempre
de frente, sem medo, sem mandar recado. Exu, termo originário do idioma
Yorubá, da Nigéria, na África, divindade afro e que representa
o vigor, a energia que gira em espiral. No Brasil, os Senhores conhecidos como
Exus, por atuarem no mistério cuja energia prevalente é Exu, e
tanto assim, em todo o resto do mundo são os verdadeiros Guardiões
das pilastras da criação. Preservando e atuando dentro do mistério
Exu. Verdadeiros cobradores do carma e responsáveis pelos espíritos
humanos caídos representam e são o braço armado e a espada
divina do Criador nas Trevas, combatendo o mal e responsáveis pela estabilidade
astral na escuridão. Senhores do plano negativo atuam dentro de seus
mistérios regendo seus domínios e os caminhos por onde percorre
a humanidade. Em seus trabalhos Exu corta demandas, desfaz trabalhos e feitiços
e magia negra, feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos
e desobsessões retirando os espíritos obsessores e os trevosos,
e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares
do astral inferior.
· Tem palavra e a honram; “Pela Misericórdia de DEUS, que me permitiu a convivência com essas Entidades desde a adolescência, através dos mais diferentes filhos de fé, de diferentes terreiros, aprendi a reconhecê-los e dar-lhes o justo valor. Durante todos estes anos, dos EXÚS, POMBO-GIRAS e MIRINS recebi apenas o Bem, o Amor, a Alegria, a Proteção, o Desbloqueio emocional, além de muitas e muitas verdadeiras aulas de aprendizado variado. Esclareceram-me, afastando-me gradualmente da ILUSÃO DO PODER. Nunca me pediram nada em troca. Apenas exigiram meu próprio esforço. Mostraram-me os perigos e ensinaram-me a reconhecer a falsidade, a ignorância e as fraquezas humanas. Torno a repetir, jamais pediram algo para si próprios. Só recebi e só vi neles o Bem.” – Testemunho de um Pai-de-Santo. EXÚS E KIUMBAS – O COMBATE Ao contrário do que se pensa, os exus não são os diabos
e espíritos malignos ou imundos que algumas religiões pregam,
tampouco são espíritos endurecidos ou obsessores que um grande
número de espíritas crêem. Os "diabos" ou demônios
são seres mitológicos, já "desvendados" pela
doutrina espírita, portanto, não existem. Espíritos trevosos
ou obsessores são espíritos que se encontram desajustados perante
a Lei. Provocam os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas,
desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões.
São espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas
por sentirem prazer ou por vinganças, calcadas no ódio doentio.
Aguardam, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível
(voluntária ou involuntariamente). São conhecidos, pelos umbandistas,
como kiumbas. Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas
são densas. Este baixo astral é uma enorme "egrégora"
formada pelos maus pensamentos e atitudes dos espíritos encarnados ou
desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios,
rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada, vícios
de toda estirpe, alimentam esta faixa vibracional e os kiumbas se comprazem
nisso, já que se sentem mais fortalecidos. O baixo astral, mesmo sendo
um imenso caos, tem diversas organizações, fortemente esquematizadas
e hierarquizadas. Planos bem elaborados, mentes prodigiosas, táticas
de guerrilhas, precisões cirúrgicas, exércitos bem aparelhados
e treinados, compõe o quadro destas organizações. Muitas
delas agem na plena certeza de cumprirem os desígnios da Lei Divina,
onde confundem a Lei da Ação e Reação com o "olho
por olho, dente por dente". Vingam-se pensando que fazem a coisa certa.
Algumas agem no mal, mesmo sabendo que estão contra a Lei, mas enquanto
a vingança não se consumar, não haverá trégua
para os seus "inimigos". Acham que não plantam o mal, nem que
a reação se voltará mais cedo ou mais tarde. Existem, também, diversas organizações, com variados trabalhos
e ações, mas com um único objetivo de resgatar das trevas
e do mal, os espíritos "caídos". Vemos colônias
espirituais, hospitais no astral, postos avançados da Luz nos Umbrais,
caravanas de tarefeiros, correntes de cura, socorristas, etc., afeitos e afinizados
aos trabalhos dos centros espíritas. Vemos também, outros trabalhadores
espirituais, ligados aos cultos afros. Especificamente, na Umbanda, vemos através
das Sete Linhas, vários Orixás hierarquizados. Existem vários
níveis na hierarquia dos Orixás. Começando pelos mais altos
espíritos, que estão próximos do Criador, até os
Orixás Menores ou Planetários (aqueles que são ligados
e responsáveis por cada orbe, pela sua evolução). Abaixo
destes Orixás, estão os chefes de legiões e suas hierarquias,
Estes espíritos "chefes" usam as três roupagens básicas:
Caboclos, Pretos-Velhos e Crianças. Outras entidades tais como: baianos,
boiadeiros, marinheiros, etc., são espíritos que compõe
as sub-linhas afeitas e subordinadas às sete linhas e aos chefes de legiões.
Alguns caboclos, crianças ou pretos-velhos, às vezes, usam algumas
destas roupagens para determinados trabalhos ou missões. Como em nosso
Universo (Astral) as manifestações se dividem em duas e manifestam-se
como pares: positivo-negativo, ativo-passivo, masculino-feminino, etc. MÉTODO E ATUAÇÃO DOS EXUS A maneira dos Exus atuarem, às vezes nos choca, pois achamos que eles devem ser caridosos, benevolentes, etc. Mas, como podemos tratar mentes transviadas no mal? Os exus usam as ferramentas que sabem usar: a força, o medo, as magias, as capturas, etc. Os métodos podem parecer, para nós, um pouco sem "amor", mas eles sabem como agir quando necessitam que a Lei chegue às trevas. Eles ajudam aqueles que querem retornar à Luz, mas não auxiliam aqueles que querem "cair" nas trevas. Quando a Lei deve ser executada, Eles a executam da melhor maneira possível doa a quem doer. Os exus, como executores da Lei e do Karma, esgotam os vícios humanos, de maneira intensiva. Às vezes, um veneno é combatido com o próprio veneno, como se fosse a picada de uma cobra venenosa. Assim, muitos vícios e desvios, são combatidos com eles mesmos. Um exemplo, para ilustrar: Uma pessoa quando está desequilibrada no campo da fé,
precisa de um tratamento de choque. Normalmente ela, após muitas quedas,
recorre a uma religião e torna-se fanática, ou seja, ela esgota
o seu desequilíbrio, com outro desequilíbrio: a falta de fé
com o fanatismo. Parece um paradoxo? Sim, parece, mas é extremamente
necessário. Outro exemplo é o vicio as drogas, onde é preciso
de algo maior para esgotar este vicio: ou a prisão, a morte, uma doença,
etc. A Lei é sempre justa, às vezes somente um tratamento de choque
remove um espírito do mau caminho. E são os exus que aplicam o
antídoto para os diversos venenos. Os Exus estão ligados de maneira
intensiva com os assuntos terra-a-terra (dinheiro, disputas, sexo, etc.). Quando
a Lei permite, Eles atendem aos diversos pedidos materiais dos encarnados. Os
Exus tem sob o domínio todas as energias livres, contidas em: sangue,
cadáveres, esperma, etc. Por isso, seus campos de atuação
são: cemitérios, matadouros, prostíbulos, boates, necrotérios,
etc. Eles lá estão, porque frenam (bloqueiam) as investidas dos
kiumbas e espíritos endurecidos que se comprazem nos vícios e
na matéria. Os kiumbas, seres astutos, conseguem se manifestar como um
Exu, num terreiro muito preso às magias negras e assuntos que nada trazem
elevação espiritual. Ao se manifestarem, pedem inúmeras
oferendas, trabalhos, despachos, em troca destes favores fúteis. Normalmente
eles pedem muito sangue, bebidas alcóolicas e fumo. Chegam a enganar
tanto (ou fascinar) que fazem as mulheres que procuram estes "terreiros",
pagarem as suas "contas" fazendo sexo com o médium "deles".
Ou seja, eles vampirizam o casal, quando o ato sexual se efetua. Mas, e os verdadeiros
exus deixam? DEVEMOS OFERENDAR AOS EXUS? Os exus, como já foi dito, atuam intensamente no submundo astral. Grandes batalhas são travadas entre o bem e o mal. Muita energia é despendida nestas investidas e os exus, por atuarem assim, acabam gastando enormemente as suas reservas energéticas. Depois de vários "dias" trabalhando, eles se recolhem em seus "quartéis" e repõem parte destas energias e aproveitam e estudam, discutem novas táticas, etc. Quando fazemos alguma oferenda para os Exus, eles "capturam" as energias dos elementos oferendados, ou a parte etérica e "recarregam as suas baterias". Mas, se o exu é um espírito, porque ele precisa de
oferendas materiais ? Quais elementos podemos oferendar ? Posso então oferecer um animal sacrificado para um exu?
AS POMBO-GIRAS O termo Pombo-Gira é corruptela do termo "Bombogira" que significa
em Nagô, Exu. Agora, eu te pergunto: o que você sente ao ser incorporado
pelo teu Exú? EXÚS SÃO DEMÔNIOS? Pelo contrário... Os Exus, são os Senhores Agentes da Justiça Kármica, são quem guardam a cada um de nós e ao terreiro como um todo (Quem você acha quem são os vigilantes tão mencionados nos livros de Chico Xavier/ André Luiz?). Estão acima dos princípios do bem e do mal. Tem-se que entender que "demônio" vem do grego "demo". Termo utilizado por Sócrates para definir "espírito" e "alma". Por sua vez, em função dos valores "do bem e do mal", pelo fato de vivermos no mundo da forma, precisou-se estereotipar este "mal". Na realidade, "os demônios" estão dentro de cada um. Com relação aos espetáculos, que certas religiões mostram na televisão, com incorporação de “Exus” que dizem querer destruir a vida dos encarnados; podem até ocorrer manifestações mediúnicas, mas com certeza não são os Verdadeiros Exus da Umbanda que conhecemos. E sim os obsessores, vampirizadores e Kiumbas que usando o nome dos Exus, que os combatem, tentam marginalizá-los e difamá-los junto ao povo, que em geral não tem acesso a uma informação completa sobre a natureza dos nossos irmãos Exus. Outro fato muitíssimo importante, que ocorre em centros não sérios, é a manifestação de uma kiumba passando-se por uma Pombo-gira. Deve-se tomar muito cuidado, pois certamente ela estará apenas vampirizando as emanações sensuais do médium, podendo prejudicá-lo seriamente. Vale lembrar que às vezes, um consulente pode ficar fascinado ou encantado com uma Pombo-gira. O que fazer então? "Orai e vigiai" é o lema de todo médium. Devemos estar atentos não com os vícios alheios, mas com os nossos. Devemos direcionar as energias desequilibrantes e transformá-las em energias salutares, em ações benéficas. Resumindo, EXU NÃO É O DIABO!!! Ainda hoje, apesar dos esforços direcionados a um maior
estudo no meio umbandista, os Exus são tidos, pelos que não conhecem
suas origens e atribuições, como a personificação
individualizada do mal, o diabo incorporado. Tal imagem é fruto de más
interpretações dadas por pessoas que, não tendo a devida
cautela em avaliar fatos e objetos de culto, passaram a conferir aos Exus o
título de mensageiros das trevas. Esta imagem pejorativa de Exu-Orixá
foi erroneamente absorvida e difundida por alguns umbandistas, sobretudo aqueles
que tiveram passagem por cultos africanistas, o que fez com que uma gama de
espíritos de certa evolução que vieram à Umbanda
desempenhar funções mais terra-a-terra, fossem equiparados a falangeiros
do mal, sendo até hoje os Exus simbolizados por figuras grotescas, com
chifres, rabos, pés de bode, tridentes, sendo tal imagem do mal pertinente
a outros segmentos religiosos. Em realidade os Exus constituem-se em uma notável
falange de abnegados espíritos combatentes de nossa Umbanda. São
hierarquicamente organizados e realizam tarefas atinentes à sua faixa
vibratória. São os elementos de execução e auxiliares
dos Orixás, Guias e Protetores, tendo, entre outras tarefas, a de serem
as sentinelas das casas de Umbanda, de policiarem o baixo astral e anularem
trabalhos de baixa magia. Ao contrário do que pensam alguns, têm
noção exata de Bem e Mal. São justos, ajudando a cada um
segundo ordens superiores e merecimento daquele que pede auxílio. São
os Exus que freiam as ações malévolas dos obsessores que
atormentam os humanos no dia-a-dia. São os vigilantes ostensivos, a tropa
de choque que está alerta contra os kiumbas, prendendo-os e encaminhando-os
à Colônias de Regeneração ou Prisões Astrais.
Em algumas ocasiões baixam em templos de Umbanda, ou mesmo em templos
de outras religiões, espíritos que tumultuam o ambiente, promovendo
espetáculos circenses, galhofas, e se comportando de maneira deselegante
para com os presentes, xingando-os e proferindo palavras de baixo calão.
Comportamento como estes não devem ser imputados aos Exus, e sim aos
Kiumbas, espíritos moralmente atrofiados e que ainda não compreenderam
a imutável Lei de Evolução, apegados que estão aos
vícios, desejos e sentimentos humanos. Os Kiumbas, para penetrarem nos
terreiros, fingem ser Caboclos, Pretos-Velhos, Exus, Crianças etc., cabendo
ao Guia-chefe da Casa estar sempre vigilante ante a determinadas condutas, como
palavrões, exibições bizarras, ameaças etc. Um outro
aspecto importante que merece ser suscitado diz respeito a alguns "médiuns"
infiltrados no movimento umbandista. Despidos das qualidades nobres que o ser
humano necessita buscar para seu progresso espiritual, contaminam e desarmonizam
os locais de trabalhos espirituais. Tentam impressionar os menos esclarecidos
com gracejos, malabarismos, convites imorais, encharcados de aguardente. "Desincorporados",
atribuem aos Exus e Pombo-giras tais comportamentos. Fatos como estes são
afetos a pessoas sem escrúpulos, moral ou ética, pessoas perniciosas
que aproveitam a imagem distorcida de Exu para exteriorizarem o seu verdadeiro
"eu". Estes "médiuns", não raras vezes, acabando
caindo no ridículo, ficam desacreditados, dando margem, segundo a Lei
de Afinidades, a aproximação e posterior tormento por parte dos
obsessores. Os Exus são espíritos que, como nós, buscam
a evolução, a elevação, empenhando-se o mais que
podem para aplicarem as diretrizes traçadas pelo Mestre Jesus. É
bem verdade que em seu estágio inicial os Exus ainda têm um comportamento
às vezes instável, cabendo aos verdadeiros umbandistas o dever
de não deixar que se desvirtuem de seu avanço espiritual. Alguns
maus-Umbandistas, que se não agem por má-fé, o fazem por
falta de vontade de estudar a respeito, difundem esta visão negativa
de Exu, fazendo com que os iniciantes no culto fiquem temerosos quando um Exu
se manifesta. Estes elementos prestam um desserviço à religião,
promovendo o terror, a obscuridade, o conflito, a confusão. Diminuem
os Exus à condição de espíritos interesseiros, astutos
e cruéis; que são maus para uns e bons para outros, dependendo
dos agrados ou presentes que recebam; de moral duvidosa, fumando os melhores
charutos e bebendo os melhores uísques. A que ponto pode chegar a ignorância
humana em visualizar estes seres espirituais como meros negociantes ilícitos,
fazendo dos terreiros balcão de negócios, em total dissonância
com o bom senso e a Lei Suprema. |
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