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Nós Umbandistas como todos os seres humanos, estamos passiveis a erros
e acertos, somos passionais em alguns casos e racionais em outros, mas não
podemos nos furtar de uma coisa, temos a obrigação de nos respeitarmos.Nossa
comunidade que se diz tão discriminada por outros segmentos, sofre muito
mais com o desrespeito entre seus membros.De que adianta criarmos movimentos
para cobrar dos outros uma coisas que não temos em nosso meio, o respeito.O
pensar é livre e o entendimento também, a Umbanda por sua diversidade
nos permite varias formas e maneiras de entendê-la, é a única
religião que nos permite adequar a sua pratica ao nosso gosto, nos da
à chance de exercitarmos nosso bom senso e nosso livre arbítrio,
nos permite encontrarmos sempre um local com o qual tenhamos afinidade com a
forma que a Umbanda é praticada ali. Não importa a raiz que seguimos,
ou qual a denominação, o que importa é que a essência
da Umbanda esteja presente.Não temos condições de afirmar
o que é certo ou errado, uma coisa que parece absurdo para um, pode ter
muito fundamento para outro.
Tenho dito muito isto e vou repetir aqui:
A Umbanda vai crescer muito quando os Umbandistas deixarem de se tratar como
concorrentes comerciais e passarem a se entender como Irmãos da mesma
Fé. OICD, FTU, Primado de Umbanda, Colégio de Umbanda, etc. São
caminhos, mas não são os únicos.Esotérica, Branca,
Omolôko, etc. São formas de culto, mas não são as
únicas.Temos de começar a respeitar e aprender com aqueles que
pensam e entendem a Umbanda de forma diferente de nós.Não somos
mestres, somos aprendizes e o seremos por muito tempo, embora alguns desejem
e pensem o contrário...
Marco Boeing
Dirigente da Assema
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